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CrossFit Widia conhece os segredos dos russos

Os russos são conhecidos pela força e pela técnica no LPO e no Powerlifting. Quando o HeadCoach da Widia, Rafael Ramos, competiu no mundial de Powerlifting de 2011, ele percebeu como os russos se destacavam nas marcas e na postura, tanto técnica como psicológica. Recebeu o convite para participar de um treinamento de 3 semanas na Rússia com outros atletas da seleção brasileira de levantamentos básicos – agachamento, supino e terra-, treinados por Sergey Ivanov, que fez 14 atletas russos seres campeões mundiais (quase todos conseguiram esse título várias vezes) e conquistou 67 medalhas de nível internacional como treinador. Os levantamentos básicos, como o nome já diz, são também a base do CrossFit. E é claro que tudo o que ele aprende lá será usado para que os treinos na Widia sejam ainda mais eficientes.

”Treinando na Rússia com o HeadCoach da seleção russa, aprendi e conheci a melhor receita de bolo, estratégia. Conheci o mindset deles. Vai ficar muito mais fácil para reproduzir o que os melhores fazem.’’ Segundo ele, um bom treinador não é aquele que só estuda ou faz. É o que tem o feeling de observar atletas e entender a necessidade de cada um. ”Tenho desenvolvido cada vez mais esse feeling e usarei em porcentagens, vou escalonar para os diferentes objetivos dos meus alunos e atletas, com o feeling mais aguçado.’’

Junto com o Rafael estão outros atletas da seleção e dois deles vão participar do World Games, o maior evento de Powerlifting. A preparação deles está sendo feita lá. Ana Rosa Castellain é tricampeã mundial, campeã do World Games, atual recordista mundial de total, agachamento e supino, além de multicampeã continental e nacional. Conquistar esses títulos não foi nada fácil.  ”Já tive oportunidade de participar do World Games em 2013 fiz tudo o que estava ao meu alcance nessa época para fazer meu melhor. Eu tinha 3 empregos e dormia 4 horas por noite, fui campeã da competição pois era meu sonho estar no pódio escutando o hino nacional. Poder passar esse tempo somente treinando é novo, pois sempre tenho que trabalhar 10 a 14 horas por dia depois treinar. Sempre treino sozinha e agora tenho a companhia dos melhores atletas do país para treinar descansada e com qualidade’’.

O David Coimbra, que conquistou 6 medalhas em mundiais, foi quatro vezes campeão do Arnold Classic (Ohio e Rio de Janeiro), bicampeão panamericano, tetracampeão sul-americano e hexacampeão brasileiro, também está no camp. E não é a primeira vez. Foi ele quem selecionou e convidou atletas brasileiros para terem essa vivência. ”Quando estive aqui as outras vezes minha maior vontade era compartilhar a experiência que tive com os outros brasileiros que gostavam do esporte. Essa vivência é até mais importante do que medalhas para evolução do esporte’’.

Ele está se reabilitando de uma lesão que teve no mundial de Orlando, mas vai participar do World Games porque é o degrau máximo na vida de um powerlifter e não quer deixar passar a oportunidade de pisar naquele tablado. E, nesse momento especial, ele treina onde já se sente em casa. ”Sempre me identifiquei com os russos pela disciplina e pelos conceitos de hierarquia, não só no esporte, mas também na vida. São patriotas de verdade, não somente perante a bandeira. Defendem o país e principalmente uns aos outros.’’

Os atletas brasileiros ainda destacam que a rotina militar, a dedicação plena de um atleta russo são grandes diferenciais do esporte por lá. São cerca de dois treinos por dia e até o momento da sauna é considerado um treino. Supino é praticado quase todos os dias da semana.

Disciplina e técnica sempre foram algumas das principais características dos widianos e vocês devem estar cheios de vontade de tirar dúvidas. Nesta semana teremos um vídeo do Rafael Ramos respondendo às dúvidas de vocês. Mandem pelo nosso facebook  no post sobre a Rússia para que ele responda.

Aproveite e confira a matéria de televisão que foi veiculada lá na Rússia sobre esse camp:

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